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Apreendidas esmeraldas e diamantes no valor de três milhões de euros

Homem, detido pela GNR, tinha esmeraldas e diamantes em casa.

Cerca de uma centena de esmeraldas e diamantes em bruto e sem qualquer certificado de origem foi apreendida esta terça-feira à tarde, em Albufeira, em casa de um homem que foi detido pela GNR de Loulé. As pedras preciosas têm um valor superior a três milhões de euros. É uma das maiores apreensões do género nos últimos anos em Portugal.

Os diamantes e as esmeraldas estavam no interior de um apartamento no centro de Albufeira, onde reside o detido, um português na casa dos 60 anos. Encontravam-se dissimuladas em objetos decorativos.

Segundo apurado, o homem estava a ser investigado há cerca de três meses, no âmbito de um processo de burla qualificada, a cargo do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Loulé. Após várias vigilâncias, os militares esperaram pelo momento certo para atuar, o que aconteceu terça-feira, a meio da tarde. Munidos de mandados de busca domiciliária, os elementos do NIC avançaram para a residência do suspeito. Depois de passarem o local a pente fino, acabaram por encontrar as pedras preciosas. O material foi apreendido e o homem detido, para ser presente a tribunal e aplicadas as medidas de coação.

A investigação vai continuar, para apurar a origem e possíveis ligações a redes de tráfico de pedras preciosas. A GNR remeteu para esta quarta-feira eventuais esclarecimentos sobre esta operação.

Em 2016, a Polícia Judiciária deteve um homem, também português, de 69 anos, suspeito de integrar um grupo que mantinha uma rede de fornecedores e de transportadores de pedras preciosas em bruto provenientes de países terceiros, sem qualquer certificado de origem. As pedras eram, depois, lapidadas e introduzidas no mercado internacional. Na altura, as operações decorreram no Algarve, em Lisboa e nos Açores.

Para obterem o licenciamento, as pedras preciosas têm de cumprir uma série de critérios para a certificação. Um mecanismo regulamentado na Lei 5/2015, de 15 de janeiro, que pretende evitar a introdução dos chamados “diamantes de sangue”, originários de zonas de conflito.

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