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CPLP confia na “maturidade política” de Lisboa e Bissau para resolver suspensão da RTP

A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa afirmou que Portugal e Guiné-Bissau têm “maturidade política” para resolver a suspensão das emissões da RTP e RDP.

A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa afirmou que Portugal e Guiné-Bissau têm “maturidade política” para resolver a suspensão das emissões da RTP e RDP, e reiterou a disponibilidade para apoiar as autoridades guineenses.

A CPLP considera que é um assunto que deve ser tratado no âmbito bilateral. Acreditamos na maturidade política dos dois Estados para resolver esta questão. Estou convencida de que, a seu tempo, saberão resolver com serenidade e com resultados que todos nós esperamos”, afirmou à Lusa Maria do Carmo Silveira.
A 30 de junho, o Governo de Bissau anunciou a suspensão da RTP, RDP e da agência Lusa a partir das 00h00 de 1 deste mês, alegando a caducidade do protocolo de cooperação, assinado em 31 de outubro de 1997. O ministro acabaria, porém, por excluir a Lusa da suspensão das atividades.

No dia seguinte, as autoridades guineenses justificaram que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país não eram “uma questão política, mas apenas técnica”, um argumento contrariado pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros.

O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou no início desta semana que foi preciso coragem para pedir a renegociação dos acordos de cooperação no âmbito da comunicação social.

O chefe do Governo guineense desloca-se a Portugal nos próximos dias para uma visita privada, tendo já feito contactos com as autoridades portuguesas, sublinhando que a Guiné-Bissau e Portugal são “países irmãos”.

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas (PAIGC) e o Presidente da República, José Mário Vaz.

A “persistência” da instabilidade política na Guiné-Bissau “preocupa” a CPLP, reconheceu, nas declarações à Lusa, a secretária executiva da organização lusófona.

Infelizmente, todas as tentativas no sentido de encontrar uma plataforma de entendimento não têm surtido os seus efeitos”, lamentou a responsável.
A CPLP, acrescentou, “continua disponível para colaborar, caso as autoridades guineenses assim o entendam”.

Na próxima semana vai deslocar-se a Bissau o grupo de contacto das Nações Unidas e vamos acompanhar a evolução da situação e estamos, como sempre, disponíveis naquilo que as autoridades entenderem que a CPLP pode contribuir”, acrescentou.

Observador

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