Home / Mundo / Jovens torturados em casa: coleção de horrores tem um caso português

Jovens torturados em casa: coleção de horrores tem um caso português

O recente caso do casal norte-americano que terá mantido os 13 filhos acorrentados não é único no mundo. Japão, Brasil e Portugal são alguns dos exemplos onde aconteceram casos semelhantes com todo o tipo de abusos entre familiares.

Um dos casos mais antigos remonta a 2007, nos Estados Unidos, onde um promotor de espetáculos, de 46 anos, foi julgado por ter engravidado sete vezes uma meia-irmã, de 15 anos, entre 1992 e 2007. O homem ficou com a guarda da meia-irmã na década de 80, após a morte da mãe de ambos. A rapariga acabou, no entanto, por vir a sofrer violência física por parte da mulher do meio-irmão, que, mais tarde, terá abusado dela sexualmente.

Em setembro de 2008, a polícia polaca deteve um homem de 45 anos, que sequestrou a filha durante seis anos,e teve dois filhos com ela. Uma semana antes da detenção, a filha, de 21 anos, apresentou queixa na polícia e contou que o pai a obrigou a entregar as duas crianças, nascidas da relação incestuosa, aos serviços sociais.

Já no Reino Unido, em novembro de 2008, a justiça condenou a prisão perpétua um habitante de Sheffield, que violou repetidamente as duas filhas, que não estavam autorizadas a tomar a pílula, durante 25 anos. A mais velha ficou grávida sete vezes e a mais nova 12, sendo que, destas relações incestuosas, sobreviveram sete crianças. Em 1981, quando começaram os abusos, as filhas tinham oito e dez anos. Para as tornar dóceis, o pai ameaçava assassinar as crianças.

Um dos casos mais mediáticos aconteceu na Áustria, em 2008. Desde 1984, Josef Fritzl manteve em cativeiro e violou a filha durante 24 anos, acabando por confessar-se culpado.

Depois deste caso austríaco, a francesa Lydia G. divulgou aos média ter vivido um drama idêntico, desde 1971 até à morte do pai, em 1999. Lydia terá sido violada e engravidado seis vezes, sob a complacência da sogra. Numa entrevista, em finais de abril de 2008, a francesa afirmou que fugiu várias vezes. A sogra de Lydia foi condenada a quatro anos de prisão.

Mais recentemente, em 2016, um homem de 36 anos foi resgatado pela polícia brasileira, depois de alegadamente ter ficado quase 20 anos preso e acorrentado num quarto de uma casa na cidade de Guarulhos, na área metropolitana de São Paulo. O imóvel principal estava vazio na altura em que a polícia chegou e encontrou a vítima acorrentada a uma cama, com barba até à barriga e o corpo repleto de fezes.

Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, as autoridades suspeitavam que a vítima tivesse desaparecido do bairro onde vivia quando tinha cerca de 16 anos. Desde então, terá vivido acorrentado e maltratado num anexo da casa pelo pai, madrasta e um irmão, até a polícia o resgatar.

No final do ano passado, uma japonesa de 33 anos morreu de frio, após 15 anos fechada num quarto pelos pais. A vítima apresentava também um estado de extrema malnutrição, pesando apenas 19 quilos, quando media 1,45 metros. De acordo com o “The Japan Times”, o casal confessou à polícia que apenas alimentava a filha “uma vez por dia” e que a mantinha fechada no quarto porque tinha uma doença mental que a tornava violenta.

Em Portugal, um homem de 38 anos terá vivido, durante quase uma década, preso pela mãe numa moradia na Amoreira, em Cascais, durante anos – o caso foi divulgado em 2015. A vítima estava bastante maltratada e subnutrida e tinha, a separá-la da liberdade, um portão de ferro fechado com correntes e cadeado.

Chamados por causa de uma rixa que envolvia a mãe, os militares da GNR ouviram gemidos e gritos vindos da residência da mulher. Depois de obterem a sua autorização, entraram e descobriram António Varela encerrado num quarto. O Tribunal de Cascais determinou a medida de coação mais grave – prisão preventiva – para a mulher.

...