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França : Mãe de Maëlys identifica filha no carro de suspeito

A mãe de Maëlys não tem dúvidas. A criança vestida de branco sentada no banco do passageiro do carro do principal suspeito, captado por imagens de videovigilância da localidade de onde a menor desapareceu é a filha.

Nas filmagens que lhe foram mostradas pelas autoridades, a mulher reconheceu taxativamente o vestido que a filha, de oito anos, usava, na noite de 27 de agosto, quando desapareceu de um casamento, em Pont-de-Bonvoisin, França.

O suspeito ausentou-se três vezes da festa de casamento, supostamente para ir buscar droga para convidados. Duas saídas aconteceram antes das 2.45 horas, momento em que a menor desapareceu. Apenas dois minutos depois, umas câmaras captaram o carro do suspeito, com um vulto branco de criança com cabelo castanho no banco do passageiro. Sabe-se agora que Jennifer Cleyet-Marrel, mãe de Maëlys, foi confrontada duas vezes com estas imagens, tendo reconhecido um pormenor do vestido.

Meia hora depois, quando Nordhal voltou a passar por aquele local para regressar ao casamento, já nada estava no banco.

O homem, que continuou a negar qualquer envolvimento já foi acusado de rapto e homicídio. Entretanto, foi indiciado pelo homicídio de um militar francês, desaparecido desde maio do ano passado e poderá estar implicado em outras sete mortes. As autoridades acreditam tratar-se de um homicida em série.

Para além dos desaparecimentos de Maëlys e de Arthur Noyer, a polícia francesa está a verificar a possível participação do indivíduo no desaparecimento de Estelle Mouzin, uma criança de 9 anos em parte incerta desde 2003. A menina desapareceu na zona de Seine et Marne, na zona de Paris, onde Nordalh estava naquela altura num quartel militar. Os pais de Estelle já pediram aos juízes para investigar.

Os investigadores também vão verificar se existe uma ligação entre o indivíduo e o desaparecimento do cidadão belga Adrien Mourial, visto pela última vez a 5 de julho deste ano na zona do lago de Annecy, a uma centena de quilómetros da residência de Nordhal.

Jean-Christophe Morin e Ahmed Hamad, dois franceses desaparecidos, com um ano de intervalo, num festival de música eletrónica, em 2011 e em 2012, poderão ter-se cruzado com Nordalh Lelandais, pelo que a Gendarmerie também está a investigar eventuais ligações.

A 5 de setembro de 2012, a família de um cidadão britânico de origem iraquiana foi assassinada a tiro, quando passava férias na Haute Savoie. Foi abatido com a mulher e a sogra e com um ciclista que passava perto da casa. Os investigadores também estão a apurar se Nordalh esteve naquela zona, naquela altura.

Desde que foi detido, o antigo militar, apaixonado por cães, mantém-se sereno e confiante. Negando categoricamente qualquer participação nos desaparecimentos de que vem sendo acusado.

Os investigadores acreditam que Nordalh Lelandais tem uma personalidade fria e psicopata, compatível com um assassino em série. Calculista, só reconhece aos investigadores aquilo que é impossível negar e demonstrou, nos interrogatórios, ter pouca compaixão para com o desaparecimento de Maëlys. Os investigadores acreditam ainda que Nordalh tem uma personalidade cruel e distanciada das outras pessoas.

É com base no passado conhecido do homem que as autoridades fundamentam essa tese. Foi criado num ambiente humilde e em 2002, então com 19 anos, ingressou no Exército, do qual seria expulso cinco anos depois, pelo motivo oficial de “comportamento psicológico instável”. Na altura, já consumia e vendia droga, atividade que manteve até ser detido. Chegou a publicar no Facebook várias fotografias em que se exibe a consumir haxixe.
Nordalh regressa então a Domessim, para casa dos pais, a poucos quilómetros do salão de festas de onde desapareceu Maëlys, onde estava com os pais num casamento. Monta uma empresa de criação e treino de cães que acaba por abrir falência.
Em 2008, incendeia um restaurante, na região de Isère, num ajuste de contas. O crime valeu-lhe um ano de cadeia, que cumpriu em casa com pulseira eletrónica.

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