O médico que morreu era um dos 516 médicos infetados com covid-19

O primeiro médico vítima da infeção pelo coronavírus chama-se Vítor Duarte e esteve mais de 40 dias internado no Hospital de S. José, em Lisboa.

Desde o início da pandemia já foram infetados 3681 profissionais de saúde, dos quais 516 médicos, 1180 enfermeiros, 1082 assistentes operacionais, 113 Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e 620 profissionais de outros grupos.

Do total, 3053 já estão recuperados, adiantou a ministra da Saúde no dia em que foi conhecida a morte do primeiro profissional de saúde no país vítima de covid-19.

Vítor Manuel Dinis Duarte tinha 68 anos, era especialista em Medicina Geral e Familiar e colaborava em regime de prestação de serviços com a gastroenterologia do Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Ao que tudo indica, terá sido infetado por um colega e não teria fatores de risco. Esteve mais de 40 dias internado no Hospital de S. José, os últimos nos Cuidados Intensivos.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central lamenta “o falecimento do médico Vítor Manuel Dinis Duarte, colaborador do CHULC, que se encontrava internado, desde maio, na Unidade de Urgência Médica (Hospital de São José) em consequência da Covid-19”.

Presta também a sua homenagem, realçando a “dedicação do médico aos doentes”, o seu “sentido de missão e o espírito de equipa” que “sempre demonstrou no exercício da sua profissão”.

O conselho de administração do CHULC transmite ainda “as mais sentidas condolências” à família, aos amigos e colegas do médico.

A Ordem dos Enfermeiros também lamentou a sua morte, sublinhando que foi “o primeiro profissional de saúde a ser vítima desta pandemia que ameaça a saúde pública e que não dá descanso a todos os profissionais de saúde” que estão na linha da frente no combate à pandemia.

“Neste momento de pesar, não nos podemos esquecer que, apesar do desconfinamento do país, a pandemia não acabou e os profissionais de Saúde continuam sem descanso. Foi um médico, poderia ter sido um enfermeiro ou um auxiliar. Acima de tudo é uma vida que se perde ao serviço do país”, afirma em comunicado a OE, endereçando as suas condolências à família, aos seus colegas e amigos e à Ordem dos Médicos.